quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Firework - Canyon City

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Canyon City - Find You

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Porquinho-da-índia

Livro ANTOLOGIA POÉTICA: Estrela da Manhã e outros poemas, de Manuel Bandeira, de 1978, p.62, editora Círculo do Livro. Edição integral, direitos de Helena Bandeira R. Cardoso, Maria H. C. Organização, estudos e notas: Emmanuel de Moraes.
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não gostava:
Queria estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.

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Tim Halperin - Something Beautiful

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Arrival Soundtrack On The Nature Of Daylight by Max Richter

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Soneto inglês n.º 2

Livro ANTOLOGIA POÉTICA: Estrela da Manhã e outros poemas, de Manuel Bandeira, de 1978, p.62, editora Círculo do Livro. Edição integral, direitos de Helena Bandeira R. Cardoso, Maria H. C. Organização, estudos e notas: Emmanuel de Moraes.
Aceitar o castigo imerecido,
Não por fraqueza, mas por altivez.
No tormento mais fundo o teu gemido
Trocar num grito de ódio a quem o fez.
As delícias da carne e pensamento
Com que o instinto da espécie nos engana
Sobpor ao generoso sentimento
De uma afeição mais simplesmente humana.
Não tremer de esperança nem de espanto.
Nada pedir nem desejar, senão
A coragem de ser um novo santo
Sem fé num mundo além do mundo. E então
Morrer sem uma lágrima, que a vida
Não vale a pena e a dor de ser vivida.

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Satisfied - Jennifer Kamikazi

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Max Richter - She Remembers

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Namorados

Livro ANTOLOGIA POÉTICA: Estrela da Manhã e outros poemas, de Manuel Bandeira, de 1978, p.76, editora Círculo do Livro. Edição integral, direitos de Helena Bandeira R. Cardoso, Maria H. C. Organização, estudos e notas: Emmanuel de Moraes.

O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
- Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com
a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
- Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?
A moça se lembrava:
- A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
- Antônia, você parece uma lagarta listada.
A moça arregalou os olhos, faz exclamações.
O rapaz concluiu:
- Antônia, você é engraçada! Você parece louca.

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Max Richter - War Anthem

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A Breathtaking Piano Piece - Jervy Hou

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Paixão

Livro Poemas de amor: coletânea. São José do Rio Preto: Casa do Livro Editora Rio-pretense, 2002, p.34.

Carlos Bruni Fernandes
(São Paulo-SP)
Colocou o sonho-de-valsa
nos lábios entreabertos da namorada
Em seguida lambeu feliz o indicador e o polegar.

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A Completa Forma de Amar

Livro Poemas de amor: coletânea. São José do Rio Preto: Casa do Livro Editora Rio-pretense, 2002, p.13.

Sidnei Olívio
(São José do Rio Preto - SP)
Eu te amo porque sim
porque é assim
e assim eu te amo:
sem princípio e sem fim
antes de tudo
antes do sim
Eu te amo porque sim
porque se não fosse assim
eu não saberia do amor
eu não saberia de mim
e assim sim seria o fim
Eu te amo porque sim
porque eu me sinto assim:
completamente amado
porque eu te amo tanto
que mesmo que não fosse assim
eu te amaria assim mesmo
e tanto assim
como se eu próprio amasse a mim.
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Lukr - Scarecrow

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Convicção

Livro Poemas de amor: coletânea. São José do Rio Preto: Casa do Livro Editora Rio-pretense, 2002, p.19.

Clevane Lopes Pessoa
(Belo Horizonte - MG)
Apenas o AMOR importa
Não é preciso
abrir a porta
para entrar no paraíso:
o espírito ultrapassa a matéria
e passa
em qualquer lugar
sem probabilidades de se contaminar...
Resiste a qualquer estudo
a qualquer estado
e fica mesmo sem querer ficar.

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Yuri Watanabe - Nocturne op.55 no.2 Chopin

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Quarto - ANTEMANHÃ

MENSAGEM, de Fernando Pessoa. São Paulo: Abril, 2010, p.95. ISBN 978-85-7971-025-4

O monstrengo que está no fim do mar
Veio das trevas a procurar
A madrugada do novo dia,
Do novo dia sem acabar;
E disse, "Quem é que dorme a lembrar
Que desvendou o Segundo Mundo,
Nem o Terceiro quer desvendar?"
E o som na treva de ele rodar
faz mau o sono, triste o sonhar.
Rodou e foi-se o monstrengo servo
Que seu senhor veio aqui buscar.
Que veio aqui seu senhor chamar -
Chamar Aquele que está dormindo
E foi outrora Senhor do Mar.
[08/07/1933]

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Places We Won't Walk - Bruno Major

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OS COLOMBOS

MENSAGEM, de Fernando Pessoa. São Paulo: Abril, 2010, p.61. ISBN 978-85-7971-025-4

VI
Outros haverão de ter
O que houvermos de perder.
Outros poderão achar
O que, no nosso encontrar,
Foi achado, ou não achado,
Segundo o destino dado.
Mas o que a eles não toca
É a Magia que evoca
O Longe e faz dele história.
E por isso a sua glória
É justa auréola dada
Por sua luz emprestada.
[02/04/1934]

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Horowitz - Scriabin Etude Op.8 No.12

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Trova

Bernardo Pedroso, em seu prefácio cita Adelmar Tavares em TROVAS. São Paulo: Sangirard, 1965.

Ó linda trova perfeita
que nos dá tanto prazer,
tão fácil - depois de feita,
tão difícil de fazer.

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Liszt “Un Sospiro” VERSION 1 - Paul Barton, FEURICH 218 piano

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Força da Razão

Livro Os poetas nascem, não morrem de Marcello Pessoa. São Paulo: EDICON, 1989, p.9.

Porém, as paragens,
nada falam.
Se falam,
ninguém ouve.
Dizia-se,
daquele que ouviu,
as poucas palavras mudas;
possuir loucura,
às vezes, a insanidade.
Tal descrença,
apenas motiva a crença,
na qual pode-se crer;
naquele que nada fala.
Pois, ouve-se a consciência,
em plena sã vivência,
sem mesmo retinir em sons.
Estes loucos adivinhos,
para-médicos ou cousa assim,
similares ao corpo bruto,
ignoram-se de imprevisto,
fogem...
...daquilo que não querem ver.

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Wolfgang Amadeus Mozart - Fantasia No. 4 in C Minor, K. 475 [Complete] (Piano Solo)

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O cachorro, a criança e o poeta

Livro ENCANTAMENTO, Geraldo Sant'Anna. Costelas Felinas: 2010, p.33-34.

O poeta escreveu.
A criança não sabia ler.
e como também não sabia falar
apenas olhou
O cachorro não sabia escrever
sabia olhar e ladrar
então brincou
A poesia falava da vida
de sonhos, de flores, de crianças
A criança sabia viver
cada momento, sem dores, sem esperanças.
O cão não sabia nem que estava vivo
corria, latia em suas lambanças
O poeta pensava
A criança brincava
O cão só olhava...
O poeta concluiu sua obra-prima
plena de metáforas, redondilhas, trocadilhos
A criança, você nem imagina,
explorava gavetas, registros e livros
O cachorrinho, quieto, "tadinho"
Deitado, contemplava, sobre um rondilho
Vagando entre seus pensamentos
o poeta toma seus escritos
para amenizar seus tormentos
para declamá-lo em voz alta e clara
Quando a criança, no flash de um momento,
apanha a página rabiscada
e testando o dom do tato
amassa, enrola, sente a textura
gargalhando com gostosura
O cão sentindo a algazarra
Quase que num trato
Apanha a bola mal formada
No centro a poesia que germina
Traduziu de forma inusitada
O pensamento do poeta
Na alegria e inocência da meninada

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Evgeny Kissin - "The Lark", Glinka/Balakirev

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Balakirev - Piano Concerto no.1

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Debussy - La cathédrale engloutie (Préludes I, 10) - with score

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O amor - O PROFETA

Livro O PROFETA de Gibran Khalil Gibran, tradução de Bettina Gertrum Becker. Porto Alegre: L&PM, 2009, p. 22-24, Coleção L&PM Pocket.

[...]
Disse, então, Almitra: Fala-nos do Amor.
[...]Com uma voz poderosa ele disse:
Quando o amor vos chamar, segui-o,
Apesar do seu caminho ser duro e íngreme.
E quando suas asas vos envolverem, abraçai-o.
Apesar da espada escondida entre suas penas poder ferir-vos.
E quando ele falar convosco, acreditai nele,
Apesar de sua voz poder esfacelar vossos sonhos como o vento norte arruína o jardim.
Pois mesmo quando o amor vos coroa, ele vos crucifica.
[...]
O amor não dá nada além de si mesmo e não toma nada além de si mesmo.
O amor não possui nem é possuído;
Pois o amor é suficiente ao amor.
Quando vós amais, não deveis dizer: "Deus está no meu coração", mas sim "Estou no coração de Deus".
E não pensai que podeis dirigir o curso do amor, pois o amor, se achar que mereceis, dirige o vosso curso.
[...]

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Schubert - Ständchen (Serenade), piano solo version - with score

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O doar - O PROFETA

Livro O PROFETA de Gibran Khalil Gibran, tradução de Bettina Gertrum Becker. Porto Alegre: L&PM, 2009, p. 30 - Coleção L&PM Pocket.

[...]
Então disse um homem rico: Fala-nos do Doar.
E ele respondeu:
Doais pouco quando doais vossas posses.
Só quando doais a vós mesmos é que doais verdadeiramente.
[...]

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Schubert - Allegretto in C minor, D.915 - with score

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O ensinar - O PROFETA

Livro O PROFETA de Gibran Khalil Gibran, tradução de Bettina Gertrum Becker. Porto Alegre: L&PM, 2009, p. 73 - Coleção L&PM Pocket.

[...] Então, disse um professor: Fala-nos do Ensinar.
E ele disse:
Ninguém pode vos revelar nada, a não ser o que jaz meio adormecido no âmago do vosso conhecimento.
O professor que caminha na sombra do templo, junto a seus discípulos, não oferece seu conhecimento, mas sua fé e seu amor.
Se ele for realmente sábio, não vos convida a entrar na casa de sua sabedoria, mas vos guia até o limiar da vossa própria mente.[...]

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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Debussy 'Rêverie' - P. Barton, FEURICH 218 piano

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Ludovico Einaudi - Writing Poems

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Vida e Poesia

Livro ANTOLOGIA POÉTICA de Vinícius de Morais, 1980, p. 43, editora Círculo do Livro. 

A lua projetava o seu perfil azul
Sobre os velhos arabescos das flores calmas
A pequena varanda era como o ninho futuro
E as ramadas escorriam gotas que não havia,
Na rua ignorada anjos brincavam de roda...
- Ninguém, sabia, mas nós estávamos ali.
Só os perfumes teciam a renda da tristeza
Porque as corolas eram alegres como frutos
E uma inocente pintura brotava do desenho das cores
Eu me pus a sonhar o poema da hora.
E, talvez ao olhar meu rosto exasperado
Pela ânsia de te ter tão vagamente amiga
Talvez ao prosseguir na carne misteriosa
A germinação estranha do meu indizível apelo
Ouvi bruscamente a claridade do teu riso
Num gorjeio de gorgulhos de água enluarada.
E ele era tão belo, tão mais belo do que a noite
Tão mais doce que o mel dourado dos teus olhos
Que ao vê-lo trilar sobre os teus dentes como um címbalo
E se escorrer sobre os teus lábios como um suco
E marulhar entre os teus seios como uma onda
Eu chorei docemente na concha de minhas mãos vazias
De que me tivesses possuído antes do amor.
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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Melody Gardot - Baby I'm A Fool

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GESSO

Livro ANTOLOGIA POÉTICA: Estrela da Manhã e outros poemas, de Manuel Bandeira, de 1978, p.51, editora Círculo do Livro. Edição integral, direitos de Helena Bandeira R. Cardoso, Maria H. C. Organização, estudos e notas: Emmanuel de Moraes.

Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova
_ O gesso muito branco, as linhas muito puras -
Mal sugeria imagem de vida
(Embora a figura chorasse).

Há muitos anos tenho-a comigo.
O tempo envelheceu-a, carcomeu-a, manchou-a de pátina
amarelo-suja.
Os meus olhos, de tanto a olharem,
Impregnaram-na da minha humanidade irônica de tísico.

Um dia mão estúpida
Inadvertidamente a derrubou e partiu.
Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles tristes fragmentos,
recompus a figurinha que chorava.
E o tempo sobre as feridas escureceu ainda mais o sujo
mordente da pátina...

Hoje este gessozinho comercial
É tocante e vive, e me fez agora refletir
Que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu.

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QUATRO SONETOS

Autora Elizabeth Barrett Browning, p. 187-189, livro ANTOLOGIA POÉTICA: Estrela da Manhã e outros poemas, de Manuel Bandeira, de 1978, editora Círculo do Livro. Edição integral, direitos de Helena Bandeira R. Cardoso, Maria H. C. Organização, estudos e notas: Emmanuel de Moraes.

I
Amo-te quanto em largo, alto e profundo
Minh'alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a graça entressonhada.
Amo-te em cada dia, hora e segundo:
À luz do sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não podem nada.
Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.
Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quisesse,
Ainda mais te amarei depois da morte.
II
As minhas cartas! Todas elas frio,
Mudo e morto papel! No entanto agora
Lendo-as, entre as mãos trêmulas o fio
Da vida eis que retomo hora por hora.
Nesta queria ver-me - era no estio -
Como amiga a seu lado... Nesta implora
Vir e as mãos me tomar... Tão simples! Li-o
E chorei. Nesta diz quanto me adora.
Nesta confiou: sou teu, e empalidece
A tinta no papel, tanto o apertara
Ao meu peito, que todo inda estremesse!
Mas uma... Ó meu amor, o que me disse
Não digo. Que bem mal me aproveitara,
Se o que então me disseste eu repetisse...
III
Parte: não te separas! Que jamais
Sairei de tua sombra. Por distante
Que te vás, em meu peito, a cada instante,
Juntos dois corações batem iguais.
Não ficarei mais só. Nem nunca mais
Dona de mim, a mão, quando a levante,
Deixará de sentir o toque amante
Da tua - ao que fugi. Parte: não sais!
Como o vinho, que às uvas donde flui
Deve saber, é quanto faço e quanto
Sonho, que assim também todo te inclui
A ti, amor! minha outra vida, pois
Quando oro a Deus, teu nome ele ouve e o pranto
Em meus olhos são lágrimas de dois.
IV
Ama-me por amor do amor somente,
Não digas: "Amo-a pelo seu olhar,
O seu sorriso, o modo de falar
Honesto e brando. Amo-a porque se sente
Minh'alma em comunhão constantemente
Com a sua". Porque pode mudar
Isso tudo, em si mesmo, ao perspassar
Do tempo, ou para ti unicamente.
Nem me ames pelo pranto que a bondade
De tuas mãos enxuga, pois se em mim
Secar, por teu conforto, esta vontade
De chorar, teu amor pode ter fim!
Ama-me por amor do amor, e assim
me hás de querer por toda a eternidade.

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Mahalia - Sober

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Alex Vargas - Inclosure

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Haute - Shut Me Down

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Passenger - If You Go

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Avishai Cohen - Remembering

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Léon - Surround Me

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Aretha Franklin - A Rose Is Still A Rose - Live

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Aretha Franklin - A Natural Woman

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James Brown - It's A Man's Man's Man's World

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Nina Simone - Feeling Good

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Haux - Caves

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David Bowie - Wild Is The Wind

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