quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Musicoterapia

O musicoterapeuta usa a música e seus elementos – som, ritmo, melodia e harmonia – para a reabilitação física, mental e social de indivíduos ou grupos. Emprega instrumentos musicais, canto e ruídos para tratar pessoas com distúrbios da fala e da audição ou deficiência mental. Atua, também, na área de reabilitação motora, no restabelecimento das funções de acidentados ou de convalescentes de acidentes vasculares cerebrais. Auxilia estudantes com dificuldade de aprendizado e contribui para melhorar a qualidade de vida de idosos e pacientes de doenças crônicas. Também promove a reabilitação de dependentes químicos e a reintegração de menores infratores. Pode trabalhar em hospitais, clínicas, instituições de reabilitação ou centros de geriatria e gerontologia.

O que você pode fazer

Clínica Atender idosos, crianças com dificuldade de aprendizagem, pessoas com deficiência mental e pacientes com problemas neurológicos e emocionais.

Psicoprofilaxia Prevenir problemas emocionais em adultos, crianças, gestantes e idosos.

Reabilitação Trabalhar na recuperação e reintegração de pessoas com distúrbios e deficiências mentais, dependentes químicos e menores abandonados.

Sonorização Criar projetos de sonorização de ambientes em indústrias, escritórios e estabelecimentos comerciais, a fim de reduzir o risco de estresse dos funcionários.

Mercado de Trabalho

Em 2017, o Ministério da saúde incluiu a musicoterapia na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PICs) do Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, esse tipo de atendimento passou a ser oferecido pela rede pública de saúde, o que provocará naturalmente a abertura de vagas em concursos públicos para o bacharel. O mercado para este profissional tende a crescer também na área de reabilitação, na qual o musicoterapeuta atua em equipes multidisciplinares com psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.

Há oportunidade de trabalho, ainda, em ONGs e nas alas de pediatria, geriatria e oncologia de hospitais. Outro nicho é o auxílio a alunos com dificuldade de aprendizado em escolas privadas. Tratar segmentos específicos, como autistas, crianças com síndrome de Down ou dependentes de drogas, também é um campo promissor.

Duas novas áreas com perspectiva de crescimento são musicoterapia organizacional, em que o profissional atua junto a funcionários de empresas para melhorar a comunicação e saúde integral da equipe, e musicoterapia comunitária, focada no atendimento em comunidades locais. As maiores oportunidades estão na Região Sudeste, mas há um bom mercado em estados onde há escolas que oferecem o curso, como Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.

Curso

Não é preciso ter conhecimento formal de música para ingressar no bacharelado, mas é recomendado ter alguma familiaridade com a linguagem musical. O currículo mescla disciplinas das áreas de música e neurociências e inclui o aprendizado de alguns instrumentos a ser utilizados no atendimento a pacientes. História da música, percepção musical e neuropsiquiatria são algumas das matérias. Nas específicas, o estudante conhece os fundamentos da musicoterapia e suas principais técnicas e processos. O estágio e uma monografa são obrigatórios para obter o diploma. As grandes universidades costumam manter clínicas e hospitais-escola, onde o bacharelando coloca em prática a teoria aprendida, em atendimento à comunidade.

Duração média: 4 anos.

Mais informação aqui, aqui e aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário